Faltando pouco mais de 2 meses para terminar o ano, eu já estava começando a ficar preocupado pois nenhum filme ainda havia conseguido tirar a nota máxima das minhas análises. O que chegou mais perto até hoje foi 007 Sem tempo para morrer. Mas o primeiro 10 do ano chegou e chegou muito bem com Duna.
Denis Villeneuve é, sem a menor sombra de dúvida um dos 3 melhores diretores do cinema moderno. Foi assim com Blade Runner 2049, A chegada, Sicario e Os Suspeitos. Não poderia, e não foi, diferente com Duna. Tudo nessa produção é grandioso, desde a fotografia de Greig Faser (Rogue One, Foxcatcher, A hora mais escura, Maria Madalena e o vindouro The Batman), até a trilha sonora de Hans Zimmer (X-men fênix negra, Gladiador, A origem, Dunkirk), passando pelas mãos dos escritores Eric Roth (Forrest Gump e O curioso caso de Benjamim Button e O informante), Jon Spaihts (Prometheus, Dr.Estranho e Passageiros). Isso sem falar do elenco, que tem como integrantes: Timothée Chalamet (Um dia de chuva em Nova York, O natal dos Coopers e a mais recente versão de Adoráveis mulheres), Rebeca Ferguson (Missão:impossível 5 e 6, Caminhos da memória, A garota no trem, O rei do Show), Oscar Isaac (A promessa, Aniquilação, Star wars episódios 7,8 e 9), Jason Momoa (Aquaman, Justiça em família, Perigo na montanha e Liga da Justiça) e Javier Barden (Onde os fracos não tem vez, Comer rezar amar, 007 Operação Skyfall, Mãe)
Denis Villeneuve mostrou sua maestria mais uma vez em um filme complexo de fazer, difícil de filmar e pós-produzir. O resultado: Fotografia excepcional, atuações e efeitos especiais impecáveis. Um filme tecnicamente perfeito.
Um dos maiores desafios que Duna vai ter de enfrentar é agradar a todos os públicos, mesmo àqueles que gostam de ficção. É um filme difícil de ser recebido pelo grande público dada a complexidade de sua trama e de ser apenas a primeira parte do primeiro livro de Frank Herbert (a segunda já está fase de pré-produção, e deve ser lançado não antes de 2023), o que não é bom, pois pode comprometer o desempenho nas bilheterias.
Villeneuve conseguiu acertar aonde David Lynch errou no longa de 1984 pegando a densa trama das especiarias cobiçadas, naves interestelares e conflitos entre casas nobres para modernizar e melhorar a história contada do longa de 1984 e ampliar em tudo para fazer uma aventura intergaláctica dar certo nos dias de hoje com o melhor que a tecnologia cinematográfica pode entregar nos dias de hoje. E funciona? Sem a menor dúvida.
Um apelo que faço para um filme desse porte: Quando for ao cinema para assisti-lo pela primeira vez, procure a melhor sala em termos de som e imagem disponível em sua cidade (IMAX ou XD PLUS), para se ter a total imersão que uma produção dessas pode lhe proporcionar. Sem dúvida, até agora, o melhor filme do ano.
Minha nota para esse filme é:
Ótima crítica! Imperdível! Fiquei mais curioso ainda para assistir. Que bom que estão acabando as restrições nos cinemas com o final da pandemia. Hora de voltar ao velho hábito do escurinho dos cinemas.
[…] ainda mais forte do que na primeira parte que também é um espetáculo cinematográfico e cuja análise você pode ler ou reler seguindo aqui. Muitos ficaram na dúvida quando ficamos sabendo que a saga iria ser adptada para o cinema em […]