
Para efeito de análise e comparação, as comparações feitas nessa matéria com os outros filmes da franquia Pânico, não irão incluir o sexto exemplar da franquia. E apenas irá incluir o filme de número 5 devido ao elenco ser o mesmo. Pois eu achei uma total falta de respeito com a memória de Wes Craven. Os dois exemplares antecessores a esse sétimo capítulo, ao meu ver, prejudicaram tanto o andamento dos acontecimentos, que nem mesmo Kevin Williamson (que agora também dirige além de roteirizar) conseguiu salvar esse novo filme do final mais fraco de todos. Escrevo essas palavras com profunda tristeza, pois Pânico é uma das minhas franquias favoritas do cinema entretenimento de terror do cinema atual.
Gostei bastante da mudança de foco, que antes era um ode as produções de terror do cinema e, nesse novo capítulo tenta fulcrar na relação entre mãe e filha e nos traumas de você ter matado um assassino várias vezes e vê-lo voltando para te assombrar e te torturar nesses últimos 30 anos.
Infelizmente, nada mais assusta em Pânico 7. Também depois de 3 décadas da mais fértil imaginação de Kevin Williamson e da mais brilhante direção de Wes Craven, a franquia cansou de mostrar as mesmas coisas apenas com pessoas diferentes. A mudança de eixo nesse novo filme, acredito eu, tenha sido para justamente tentar mudar um pouco.

Mas nem tudo não funciona e é ruim nesse filme. Pânico 7 ainda consegue divertir e entreter mesmo que sendo bem melhor que os filmes de número 5 e 6. O elenco aqui, flui de uma forma menos mecânica que nos capítulos anteriores que não foram comandados por Wes Craven. Kevin Williamson conseguiu entregar o mesmo tom deixado por Wes Craven nos primeiros 4 filmes da série.
Falando do elenco, temos os dois extremos da definição de saber envelhecer em Hollywood: Neve Campbell continua linda, e com 53 anos soube envelhecer muito bem e provou que ainda aguenta o esforço físico que o papel exige. Já não posso dizer o mesmo da outra protagonista, Courtney Cox, que mesmo com 62 anos, não soube envelhecer e as escolhas plásticas e de correção feitas pela atriz a transformaram em uma outra pessoa anos-luz de distância do que era nos anos 90.
Em resumo: Pânico 7 erra e acerta ao mesmo tempo que tenta mudar um foco que não precisa ser mudado mostrando que o terror atual não é quem é o assassino. O terror aqui é a impossibilidade de sair da história que fizeram de você. Eu sei exatamente o que isso significa, pois Sidney tenta ser pessoa e o mundo insiste em mantê-la personagem. Outro ponto interessante que Kevin Williamson tenta mostrar (e consegue) nesse filme, é que: o fim não depende da morte do assassino, mas da recusa em participar do espetáculo.
Mesmo com o encerramento de forma corriqueira e sem uma deixa para uma possível continuação, Pânico 7 teve um terceiro ato fraco pois não mostrou nada do que já não estamos acostumados a apreciar nesses últimos 30 anos. Um final fraco para uma franquia tão poderosa. Vai se pagar? Acredito que sim, mas não o que os produtores estão esperando. Mas com certeza, o público vai comparecer, pois Pânico ainda é um nome forte em Hollywood.
Minha nota para esse filme é:
