O Morro dos Ventos Uivantes ganha trailer e poster

Não foi dessa vez que a ágil cinematografia atual ganhou da lenta e de baixo orçamento cinematografia dos anos 90. Muito pelo contrário. Perdeu feio. A adaptação ao romance O morro dos ventos uivantes de Emily Brontë lançada em 1992, dirigida pelo Britânico Peter Kominsky e com Ralph Fiennes e Juliette Binoche no elenco ainda é a campeã, melhor e mais fiel adaptação desta famosa obra literária.

A igualmente Britânica diretora Emerald Fennel que também assina o roteiro, conseguiu entregar um filme fraco de atuações, arrastado demais e que não empolga em momento algum. A linear Margot Robbie de Barbie e o fraco Jacob Elordi do recente Frankenstein não convencem em nenhum dos quase 140 minutos dessa produção aonde os únicos pontos positivos são os aspectos técnicos (fotografia, design de produção e trilha sonora e música.).

O roteiro dessa nova versão trata o amor como uma máquina devastadora que não poupa esforços para destruir todos que encontra pelo caminho tornando-se a ruina de praticamente todos os personagens da trama.  Enquanto que a versão de 1992 se sustenta e dá certo pelas atuações e pelo clima muito melhor apresentado.

Vamos falar dos poucos acertos que essa nova versão de O morro dos ventos uivantes conseguiu triunfar. Pra começar as músicas executadas pela cantora Inglesa Charli XCX conseguem entregar a dinâmica necessária e ajuda nas paupérrimas atuações. Também ajuda a trilha instrumental de Anthony Willis dos recentes filmes M3gan e Doce Vingança.

A direção de arte de Susie Davies também chamam bastante atenção pelo uso de cores fortes. Susie Davies foi a responsável pelo belíssimo trabalho na direção de arte de O Conclave e O Zoológico de Varsóvia.

Outro equívoco optado por essa nova versão foi a escolha de mostrar a violência do desejo e suas consequências de forma explícita e avassaladora enquanto que a versão de 1992 é bem mais contida e prefere ser mais discreta entregando um filme bem mais receptivo.

Mesmo tendo algumas recepções positivas pelas exibições antecipadas e cabines para imprensa por onde está sendo exibido, acho muito difícil da Warner recuperar os 80 milhões de dólares investidos nessa produção. E mesmo apesar dos elogios técnicos o filme gerou discussões entre fãs da obra original, com alguns criticando a abordagem focada excessivamente no romance erótico. Esse aspecto prejudicou muito essa produção.

Minha nota para esse filme é: