Com estreia prevista para próxima quinta, dia 16, O Telefone Preto 2 está programado para estrear em todo o Brasil. Estreando no resto do mundo no dia seguinte. O roteiro coloca os personagens Finney e Gwen lidando com os novos desafios acerca dos acontecimentos do primeiro filme. O que os remete em uma busca involuntária e obrigatória às origens do assassino Grabber e a também a descoberta e a redenção de vários segredos de família.

Novamente dirigido por Scott Derickson (Dr.Estranho) que também assinou o roteiro juntamente com C.Robert Cargill (Dr.Estranho) e Joe Hill (Amaldiçoado). No elenco principal, também estão de volta Mason Thames, Madeleine McGraw que mostra a boa atriz que é, e Jeremy Davies como o pai da dupla central em uma participação um pouquinho maior do que na primeira parte e Ethan Hawke, de volta como o assasino Grabber.

Os roteiristas decidiram levar essa sequência para o lado sobrenatural e escolheram a neve e o gelo como pano de fundo para uma batalha que transforma o assassino Grabber quase que em um Freddie Krueger de A Hora do Pesadelo, mas sem os exageros e o humor negro. O diretor conserva o mesmo visual lúgubre da primeira parte acrescentando mais escuridão, grafismo e violência, deixando o visual bem mais pesado e bem menos contido que a primeira parte.

Um dos grandes acertos da produção foi a escolha de imagens granuladas para deixar bem distinto o encontro entre-mundos quando a personagem principal está no estado de sonambulismo quase que total. O telefone continua sendo a ponte de contato entre o mundo dos vivos e dos mortos em épocas diferentes.

Mesmo sem mostrar a cara, Ethan Hawke continua sendo o rosto por trás da máscara do assassino Grabber. E isso faz diferença na hora da entrega do personagem. Ele fez bem na primeira parte e conseguiu manter na continuação. Seria notório se o ator tivesse sido trocado.

Official Trailer

O som direto e os efeitos sonoros são os elementos chaves que chamam a atenção dessa produção. Cada estalo, cada chiado, cada sussurro tem participação chave na trama sem os costumeiros devaneios hollywoodianos que estragam a maioria das produções modernas. As músicas e a trilha sonora trabalham bem em consonância e ajudam no produto final. Até Pink Floyd é lembrando em uma das sequências que, se a música fosse instrumental não teria dado tão certo.

É bom ter assistido ao primeiro filme para que essa sequência seja melhor apreciada. Enquanto a primeira parte focava na história da sobrevivência do protagonista, essa sequência optou por seguir o caminho de um terror sobrenatural com poucos exageros que o elevaram a alguns níveis acima de ser classificado como mais um “terrorzinho básico do mês”.

Telefone Preto 2 é é mais sombrio, mais violento e mais ambicioso que a obra original. E  ainda encontra tempo para cuidar do elo emocional entre Finney e Gwen. Para quem prefere o terror “pé no chão” do primeiro filme, algumas sequências podem soar exageradas; para quem gosta de ícones e regras de pesadelo, é uma evolução convincente. Só temos que cruzar os dedos para que a ambição desenfreada por dinheiro do cinema Americano não transforme o Grabber em um Freddie Kruegger da nova geração com filmes sem sentido que não adicionam em nada e apenas nos fazem perder nosso precioso tempo.

Até o fechamento dessa matéria, O Telefone Preto 2 estava sendo até que bem recebido em exibições prévias para a crítica especializada. De acordo com o site Rotten Tomatoes, a boa aceitação dessa produção estava em 83%.

Minha nota para esse filme é: