
A diretora Celine Song ainda tem que “queimar as pestanas” quando o assunto é direção e roteiro. Amores Materialistas é o seu quarto trabalho como diretora, terceiro para o cinema e terceiro trabalho como roteirista. Ela parece não saber o que entregar para o seu público.
Ela já começou errando na escalação do elenco: A pachorrenta e péssima atriz Dakota Johnson ainda não tem maturidade para liderar um elenco, apesar das boas chances que teve. Para ser um de seus companheiros de tela, outro ator singular de interpretação completamente linear, Pedro Pascal. E para completar o trio central, Chris Evans, o Capitão América dos filmes da Marvel. Esse terceiro nome é o “menos ruim” dos três.
Amores Materialistas está programado para estrear dia 31 de julho nos cinemas do Brasil. Mas, afirmo com toda certeza, não faria a menor falta nos cinemas se desse vez a outro filme que valesse o preço do ingresso. Mas, mesmo sendo um filme fraco, o carisma do seu medíocre elenco conseguiu fazer essa produção ter uma arrecadação até que bem razoável. Com um orçamento estimado de 20 milhões de dólares, Amores materialistas já conseguiu arrecadar no mundo todo pouco mais de 52 milhões, sendo 69,7% no mercado doméstico (36 milhões) e 30,3% no mercado internacional (15 milhões). Ainda deve arrecadar uma boa quantia, pois ainda falta ser lançado em alguns países.
O estúdio A24 que tem se especializado em filmes de terror, resolveu diversificar suas produções e fez uma campanha certa: um trailer decente, um elenco carismático (mesmo que fraco) e um filme barato. Fórmula que tinha tudo pra funcionar, e funcionou mesmo! Mas o que realmente foi entregue foi um drama que tenta ser comédia dramática e não consegue, um filme apático e chato, apesar de boas questões abordadas mas não aprofundadas.

De alguns pontos abordados por essa produção e não aprofundados, sou obrigado a concordar de como a diretora afirma que a maioria dos casamentos está se tornando nos dias de hoje: Um acordo comercial e nada mais que isso. Só discordo porque ela generaliza e deixa a entender que todos são assim, o que não é verdade. “Sempre foi dessa maneira”. Essa é uma visão baseada na ideia do politicamente correto que atrapalha bem mais do que ajuda.
Essa produção passa muito superficialmente pelos temas que aborda. A ideia de que o casamento é uma instituição em extinção (discordo), a violência contra mulher, a procura pela “metade perfeita” que é quase inatingível. Ao invés de se aprofundar em um ou até dois temas e explorá-los a fundo, a fraca diretora Celine Song não sabe que rumo tomar e acaba entregando um filme fraco, insoso e monótono.
Minha nota para esse filme é:
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Parabéns pela análise!!!!
Texto impecável
Parabéns pela análise!!!!
Texto impecável
Sucesso sempre