Infelizmente o gênero de super-heróis já está saturado tanto no cinema quanto na TV. Fórmulas repetitivas sem nenhuma inovação, roteiros fracos e elenco sem o menor carisma são alguns dos fatores que fizeram esse gênero, outrora sinônimo de bilhão nas bilheterias mundiais, estar entregando produções muito ruins nesses últimos anos. Tendo seu renascimento em 2008 com o lançamento de O Homem de Ferro e Batman – O Cavaleiro das Trevas e com o seu clímax em 2019 com o lançamento de Vingadores – Ultimato. De lá pra cá só filmes que variam do mediano da mesmice aos completamente esquecíveis.

Não é nada bom irmos a uma produção tão esperada sem a menor expectativa. Se for bom, saímos no lucro, se for medíocre, já sabíamos o que iríamos encarar e se for ruim, bem, paciência, mas já era o esperado se levarmos em conta esses últimos anos de heróis nos cinemas porque quase todas essas produções sempre seguem a mesma estrutura narrativa, que são heróis em algum tipo de crise, vilões genéricos com pouco ou quase nenhum ideal e batalhas apocalípticas. E isso meus amigos, cansa até mesmo quem é muito fã. O excesso pode levar a consequências negativas ou à perda da qualidade original.

E infelizmente, vemos isso parcialmente em Quarteto Fantástico – Primeiros Passos. Novo filme do Universo Cinematográfico da Marvel nos cinemas, ou UCM, como é chamado, dando continuidade a Fase 6 iniciada pelo fraco filme dos Thunderbolts. Primeiro filme para o cinema do diretor advindo do mundo da TV, Matt Shakman. Roteirizado por Josh Friedman de Planeta dos Macacos – O Reinado, Eric Pearson de Thunderbolts e Jeff Kaplan de Amor e Aventura em Nova York. O elenco dos heróis (um dos pontos positivos desse filme) é formado pelos excelentes Pedro Pascal (Sr.Fantástico) e Vanessa Kirby (Sue Storm, a mulher invisível) sendo apoiado pelos pouco conhecidos Ebon Moss-Bachrach (O Coisa) e Joseph Quinn (Johnny Storm, o Tocha Humana) funcionando muito bem juntos. Todos tem praticamente igual tempo de tela e nenhum deles está caricaturizado em demasia ou atuando de forma automática. No núcleo dos vilões contamos com Julia Garner (Surfista Prateada) e Ralph Inneson (Galactus) que nos entrega um vilão, com um bom  desenvolvimento, mas apresenta um fraco terceiro ato, aonde é subaproveitado.

Conheça os personagens de Quarteto Fantástico (2025)

Mesmo contando com todos os elementos já conhecidos do público, Quarteto Fantástico tem suas vantagens e vale o preço do ingresso. É a melhor adaptação do quarteto para o cinema, sendo melhor que os medianos filmes lançados em 2005 e 2007 respectivamente e infinitamente superior do que aquela porcaria lançada em 2015. Quarteto Fantástico – Primeiros Passos é um filme colorido e faz jus aos quadrinhos mostrando uma terra alternativa bem ao estilo da visão do que era o futuro nos anos 60 e 70.  Outro ponto positivo dessa produção é a divisão das “tarefas” do elenco, que mesmo tendo o foco no casal principal, Sue e Reed Richards, consegue dividir bem o tempo de tela do resto do elenco, principalmente do personagem de Johnny Storm, o Tocha Humana e O coisa que é apresentado como um herói simpático, sem aquela revolta habitual por ter o corpo que tem aonde a pancadaria a qual estamos habituados a ver não faz falta (o que achei original).

Não vou tecer aqui e em nenhum outro canal o qual posto meus comentários, comparação com o novo filme do Superman de James Gunn. Muita, mas muita gente tem me perguntado qual filme eu gostei mais. Vou dar minha resposta definitiva: São dois filmes de heróis completamente diferentes, cada um com seus pontos positivos e negativos. São dois universos diferentes, com elementos diferentes a serem analisados. Não merecem a mesma análise apenas por se tratar de filmes de heróis. E parafraseando um famoso colega jornalista: “Não sei se você concorda ou não, mas essa é a minha opinião sobre o assunto.”

Minha nota para esse filme é:

Numero 7 - ícones de educação grátis